quinta-feira, 16 de julho de 2009

RITUAIS DE APRONTAMENTO E REFORÇO DE MEDIUNS

São três os rituais de aprontamento ou de reforço de médium, sendo o primeiro o amaci que este se divide em dois rituais um para deitar o amaci e o outro para levantar, é um ritual de iniciação e ao mesmo tempo de firmeza do anjo de guarda do médium, e o segundo é nas matas, que se divide com trabalho nas três linhas, das matas Oxossi, pedreira Xangô Agôdo, cachoeira Oxum e Pretos velhos, e o ultimo no mar na linha de Iemanjá.
Esses rituais são obrigatórios para os médiuns e devem ser realizados somente nas duas fases da lua apropriadas que são Quarto crescente, melhora o relacionamento dos guias e entidades espirituais com os médiuns, aproxima ainda mais o guia espiritual do médium. Lua cheia amplamente favorável, pois além de melhorar a relação com as entidades ainda fortalece a mente.

As ervas de amaci – As ervas devem ser colhidas na mesma fase da lua que será realizado o primeiro ritual, é bom que cada terreira tenha uma pessoa especializada na colheita e tratamento dessas ervas. Cada Orixá ou guia protetor tem as suas ervas preferidas. Essa preferência esta ligada a diversos fatores, como formato, espécie, cor etc.
Roger Bastides diz que: As ervas estão ligadas a esta ou àquela divindade, de acordo com as analogias que podem apresentar para com ela. E acrescenta que é necessário observar que existe ... Uma classificação medicinal das ervas; mas ... Ela obedece também a outras preocupações diferentes das dos ervanários. Os Orixás estão ligados as varias partes do corpo humano. Existe uma anatomia mística também do mesmo modo que existe uma geografia mística do espaço.Neste ritual, são usadas as ervas sempre em numero impar, assim como a quantidade de cada erva deve ser impar exemplo sete folhas, cinco folhas etc. O amaci é individual para cada médium e as suas ervas são ditadas pelo seu guia chefe de cabeça e cada médium deve ter o seu aguidar, pequena bacia de barro, com seu nome escrito na borda da mesma, assim como um ponto da cor vibratória do Orixá, para rápida identificação.
As ervas devem ser maceradas (amassadas). Existe entidade que alem de ervas pedem flores ou outros elementos naturais, bem como designam a água a ser usada, como do rio, da cachoeira, da chuva, do mar ou outra, algumas entidades também pedem bebidas, como guaraná, cerveja branca ou preta, champanhe, ou ainda perfumes ou frasco de perfume ou mel.
Ervas, usadas como força de remover as larvas astrais que se apegam na aura das pessoas, resultando dai uma limpeza psíquica. Nos amaci procede à condensação de energias vitais que se casam com vibrações compatíveis para o melhor desempenho mediúnico, alem de energias e fluidos para o bem estar da saúde dos médiuns.
É fundamental conhecer a época, dia e hora em que devemos colher as ervas sagradas, bem como o modo de prepará-las e a sua real utilidade dentro do processo de iniciação ou liturgia. Em toda a terreira há a necessidade de ter pessoas especializadas em colher e manipular estas ervas.
Não se deve trabalhar com ervas secas, pois neste estado o seu uso não traria qualquer efeito, visto que as células vitais das mesmas já não atuam dentro de um processo em que se necessita das forças mágicas e litúrgicas das plantas. As ervas devem ser preparadas por pessoas especializadas dentro dos terreiros, que estejam com o seu corpo físico e seu corpo astral purificados.
A Orientação e o uso das ervas são atribuições dos Guias Espirituais, das Entidades e dos Orixás,
As ervas, como todas as plantas, frutos e sementes, recebem influencia planetária, o sol e a lua correspondem respectivamente de duas polaridades antagônicas, o dia e a noite, por isso as ervas em trabalhos de tonificação, tais como amanci e para uso de chás, para pessoas debilitadas, devem ser colhidas durante o dia.
O valor curativo das ervas é tão significativo quanto os valores litúrgico e espiritual na utilização do amaci feitos pelos médiuns na lei de Umbanda.As ervas por serem energias da natureza também vibram, cujas vibrações são enquadradas dentro das sete linhas.
Principais ervas utilizadas em amaci: Abre caminho, Acácia, Açoita cavalo, Alecrim, Alevante, Alfavaca, Alfazema, Alga marinha, Amoreira, Araçá, Arnica do mato, Aroeira, Arranha gato, Arrebenta cavalo, Arruda Macho, Arruda Fêmea, Azedinha, Boldo, Benjoim, Capim pé de galinha, Cambará, Camboím, Catinga de mulata, Chapéu de couro, Cipó Milomes, Cipó caboclo, Comigo ninguém pode, Erva cidreira, Erva de bugre, Erva de bicho, Erva de santa Luzia, Erva de santa Bárbara, Erva de Xangô, Espada de Iansã, Espada de Ogum, Eucalipto, Fava de quebranto, Figueira do mato, Fortuna, Funcho, Gervão, Grama barbante, Guine, Hortelã, Jurubeba, Levante, Lança de Ogum, Laranjeira, Limoeiro, Losna, Malva cheirosa, Manjericão, Manjerona, Mangueira, Marcela, Maria negra, Mastruço, Mato pernambucano, Mil folhas, Musgo do mar, Nega mina, Pariparoba, Pata de vaca, Picão, Pinhão roxo, Pitangueira, Poejo, Pororoca, Oro, Onda do mar, Quebra tudo, Cinamomo, Romã, Rosas, Samambaia, Salsa, Suma, Sete sangrias, Quaresmeira, Quina roxa, Tamarindo, Unha de vaca, Vassourinha do mato, Vassoura preta e Vassoura do campo.

As principais águas utilizadas no Amaci – do mar, do rio, da cachoeira, da fonte, da chuva, normal e a do riacho.

Preparo das guias de segurança para colocar no amaci – As guias, colares, fios de conta ou deloguns, são peças importantes e complementares do ritual, para o médium. Além de ser uma indicação de seu orixá ou anjo de guarda, serve também como segurança. Além disso, de acordo com suas cores, forma de confecção, maneira de usá-los, poderá distinguir o orixá que o médium pertence. A cor assume, em quase todos os rituais, a importância fundamental e no amaci deve ser bem preparadas esta guias. Devemos lavar bem o aguidar, deixando que a água corra por dentro do mesmo, enchê-lo de água limpa, e nesta água lavar as guia, este processo retira todas as energias negativas que foram acumulando durante o ano, ou de preparo para a nova guia, lave novamente o aguidar com a guia dentro e deixe correr novamente a água, escorra bem esta água e o aguidar e as guias estão prontos a receber as ervas.

Preparo do amaci – Este preparo geralmente é feito pelo diretor espiritual, mas como o médium deve saber como preparar, somos de opinião que cada médium prepare o seu amaci, desta forma, quando o médium abrir sua terreira estará apto a realizar este trabalho de magia. As ervas devem ser maceradas (amassadas) e colocadas dentro do aguidar, em cima das guias, nunca cortar com tesoura o qualquer outra ferramentas, sempre usando as mãos, logo em seguida coloca-se a água determinada pela entidade para este amaci. Conforme vão sendo aprontados os amaci, são depositados em cima do primeiro banco, para aguardar a liturgia do trabalho. Prepara-se também o amaci da terreira, com sua guia, em um aguidar próprio, com as sete ervas dos sete orixás, assim como para os cambono e desenvolventes, que colocarão suas guias, devidamente amarradas com seu nome, dentro de um único aguidar, que contem as sete ervas, este procedimento é realizado para os irmãos que ainda não foram aprontados e ainda não receberam de suas entidades a definição de seu amaci próprio.
O diretor espiritual confere os amaci, manda recolher as sobras de ervas, para aproveitar no preparo do álcool cruzado, assim como para secar e utilizar na mistura do incenso, pedindo a corrente para formar em posição de inicio de trabalho espiritual, dando prosseguimento à liturgia do primeiro trabalho de amaci.
Todos os médiuns entram batendo a cabeça no altar se defumam no centro da base do triangulo onde tem um defumador de brasa procedendo à queima de incenso.
Recebendo da cambona em suas mãos, o álcool chamado de álcool cruzado, que é feito de álcool em fusão com ervas e imantado pela direção espiritual. Destacam dois médiuns para o triangulo, posicionando uma senhora no lado direito e um homem do lado esquerdo na base do triangulo, ficando entre eles a defumação. Tudo preparado, o diretor fala, Pai em tuas mãos entregamos nosso trabalho, e ao acendermos as velas e a luz do nosso altar sagrado vamos dizer Sarava a todos os Orixás, salve a nossa querida Umbanda e salve todos irmãos, acende a luz do triangulo e as três velas, bate a campainha, e a cambona inicia o Hino da Umbanda e do Grupo.
A Cambona assume a administração do trabalho, iniciando o ritual como segue:
– Pai nosso que estais em toda parte, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no espaço e em todos os mundos habitados. Dai-nos hoje e sempre o pão do corpo e da alma. Perdoai as nossas faltas, dai-nos o sublime sentimento de perdão a todos que nos ofenderam, não nos deixais sucumbir às tentações da matéria, nem dos maus espíritos. Enviai-nos um raio da vossa santa e divina luz. Que assim seja.
- Saudação aos setes Orixás - Em nome de Deus e de Jesus e do Divino Espírito Santo, sarava todos os Orixás. Salve as sete linhas de Umbanda. Salve nossos Patronos, pedimos a proteção de nossos anjos de guarda, nossos guias espirituais, para iniciar este trabalho de amaci para os nossos médiuns. Que Assim seja.
- Prece dos Médiuns – O Deus de amor e misericórdia, dê a nós os médiuns a compreensão perfeita da santidade e da missão que nos foi confiada e da responsabilidade que nos cabe no desempenho dessas funções. Deus nosso pai, permite que sintamos fortemente a influência invisível e salutar dos nossos anjos de guarda a fim de que possamos mais facilmente extirpar dos nossos corações, de nossos pensamentos o sentimento, de ódio, inveja, orgulho, vaidade e de todas as outras imperfeições que se acham imbuídas em nossos espíritos a fim de subirmos até vós. Bons espíritos, que pela misericórdia de Deus permanecei junto a nós, para o nosso consolo, dai-nos um grande amor pelas virtudes, inspirai-nos tudo o que é bom, afastai de nós os espíritos trevosos e maledicentes a fim de trilharmos com maior desembaraço o caminho sinuoso e cheio de tropeços que é nossa vida terrena. Virgem mãe santíssima rogue a Deus pôr todos nós e pelos irmãos desencarnados que se acham na ignorância e nas trevas do sofrimento. Jesus bom e amado mestre permite que as falanges organizadas que trabalham na prática do bem possam nos dispensar bastante proteção para que os nossos trabalhos sejam coroados de êxitos. Salve a fé, a esperança, a caridade, a paz e o amor. Bendito e louvado seja Deus o divino Espírito santo o nosso senhor Jesus Cristo, salve São Miguel, São Gabriel e São Rafael, salve todas as falanges de aruanda de Umbanda e Quimbanda. Em nome de Deus pai, todo poderoso, São Miguel Arcanjo e de nossos anjos de guarda, estão abertos os nossos trabalhos. Que assim seja.
- Pontos Cantados É um hino, uma reza, em louvor para alguma entidade ou chamamento de alguma linha ou falange para um trabalho de proteção ou amparo. A palavra tem a força de desdobrar-se no éter, e pôr afinidade trazer as entidades até os terreiros, pela magia do ritmo, cujas vibrações estão em harmonia com os poderes invocados. A Cambona da continuidade ao ritual, entoando os pontos na seguinte ordem:
- Ponto de defumação
O povo de Umbanda vem ver seus filhos seus.
Defuma esses filhos, na hora de Deus.
O povo de Umbanda vem ver os filhos seus.
Descarrega esses filhos, na hora de Deus.
- Enquanto e cantado este ponto um cambona preparado para este ato, apanha o defumador de frente para o altar e no local do mesmo faz com a fumaça o sinal da cruz, dirigindo-se ao canto esquerdo, onde se dá a entrada da assistência no local do trabalho, fazendo o mesmo gesto, retorna ao centro e se dirige ao canto oposto lado direito na parede do altar procedendo ao mesmo sinal, retorna ao centro e se desloca para o lado esquerdo da parede do altar, procedendo da mesma forma, retornando novamente ao centro e vai ate o canto direito, onde ocorre à saída da assistência, retorna ao centro faz o ultimo sinal da cruz demonstrando que procedeu a um cruzamento, ou seja, um x dentro do ambiente de trabalho, passando para o local onde estão os amaci, fazendo novamente o sinal no centro, virado para os amaci, passa, pelos mesmos defumando uma a um.
- Ponto de Santo Antonio Bará, para abertura dos Trabalhos.
Santo Antonio que é de ouro fino,
Suspende a bandeira que vamos trabalhar (bis 3 vezes)
- Ponto de São Pedro
Com a chave de São Pedro, vamos abrir nossos trabalhos,
Com a chave de São Pedro, vamos abrir nossos trabalhos,
Salve o povo de aruanda, (patrono espiritual do templo)
São nossos Protetores bis.
- Chamada Geral dos Orixás
Salve Oxalá, que é rei dos orixás,
Salve Iemanjá, a mãe universal,
Abençoai os nossos trabalhos, dando-nos forças espirituais,
Abençoai os nossos trabalhos, dando-nos forças espirituais,
Hóquei, hóquei, hóquei, hóquei meus caboclos hóquei,
Hóquei, hóquei, hóquei, hóquei meus pretos velhos hóquei,
Salve Ogum! Salve Oxossi, salve Oxum salve Xangô.
Salve Ibegis e os pretos velhos, salve as falanges dos protetores,
Hóquei, hóquei, hóquei, hóquei meus caboclos hóquei.
Hóquei, hóquei, hóquei, hóquei meus pretos velhos hóquei,
- Ponto de Oxalá 2 vezes
Jesus e Maria, São João e São José,
São Pedro abriu o céu para aqueles que tem fé,
Ó São Miguel de arcanjo, pôr Deus quem sois quem és,
Rogai ao nosso Pai, para aumentar a nossa fé.
Rogai ao nosso Pai, para aumentar a nossa fé.

- Ponto de chamada das três entidades dirigentes, que ao chegarem, a corrente de médiuns retira o braço direito que estava com a mão sobre o coração, e as entidades dirigentes, fazem então seu ponto riscado, isto é um sinal simbólico e vibratório de uma entidade, com a sua assinatura astral privativas de cada entidade. Uma vez feito no chão com pemba branca, projeta-se no plano entérico e fixa a presença da entidade e sua qualificação. É também uma força que se desdobra no campo energético do terreiro e garante o apoio da falange a que pertence o Guia, além de acentuar o poder mágico de que esta revestida, para auxilio aos trabalhos a serem feitos, batem suas cabeças em cima do ponto, pedindo a permissão a Deus e os sete Orixás para realizar o trabalho, invocando a proteção para toda a corrente, cumprimentam-se entre si, batendo suavemente no peito com a mão direita e no antebraço do cumprimentado, repedindo com o braço esquerdo, ou se abraçam colocando a cabeça sobre o ombro direito do cumprimentado e depois sobre o esquerdo.
Após a incorporação das entidades dirigentes, incorpora também as três entidades dos médiuns que estavam em cada canto do triangulo, cumprimentando a direção, retornam a sua posição no triangulo, para segurar o trabalho, enquanto as entidades vão fazer o firmamento e a segurança, o diretor espiritual se dirige para a porta da frente, acompanhado por uma cambona, com um copo de água álcool cruzado e perfume e todos cantam o ponto.
Firma ponto na terreira, firma ponto no conga,
Firma ponto na terreira que os caboclos vão trabalhar.
A entidade de frente a porta principal eleva sua mão no canto superior direito e descendo até ao chão do lado esquerdo risca o seu ponto de segurança ou seu próprio ponto, assentando neste ato a linha de frente para a rua, deixando ali os guardiões da linha de Ogum em seguida repete o mesmo gesto, nos cantos oposto, firmando então a linha de dentro, sendo de segurança, paz e equilíbrio, se põe de pé, direcionando ao alto dos dois cantos superior suas mãos, vai baixando em direção ao centro da porta riscando a estrela de Davi, a cambona entrega na sua mão direita o copo com água e a entidade ainda ajoelhada eleve o copo para o alto com o pulso esquerdo encostando-se à borda do copo e a mão aberta desce na mesma posição colocando-o no centro da estrela de Davi, logo em seguida a cambona lhe alcança o álcool cruzado que e derramado em forma de um risco, em curva deixando a estrela de Davi entre a porta e o álcool, partindo do ponto da esquerda para o ponto da direita, pronunciando, que, nenhuma energia possa atrapalhar ou perturbar os trabalhos ultrapasse esta linha e continuando pega e derrama o perfume em paralelo ao álcool, dizendo que nesta linha atraia as energias de segurança, paz e equilíbrio nos trabalhos.
Levantando se dirige ao local do trabalho e ao entrar na corrente saúda a todas as entidades, e os médiuns e cambona, ajoelhando-se no centro da base do triangulo eleva os dois braços para cima pedindo, Pai façam desse ponto mais um ponto de segurança e proteção para toda a corrente e para todos presentes neste templo, reforçando com a pemba um ponto já pintado de tinta branca, risca outra estrela de Davi de maneira que o ponto fique no seu centro. Enquanto foi realizado pelo diretor principal o ritual de segurança na porta da frente, o primeiro sub diretor, partiu do centro da sala de trabalho foi para o canto esquerdo, onde se dá à entrada da assistência, riscando seu ponto vibratório e de segurança, retorna ao centro e se dirige ao canto oposto lado direito na parede do altar procedendo da mesma maneira, retorna ao centro e se desloca para o lado esquerdo da parede do altar, riscando o seu ponto da mesma forma, retornando novamente ao centro e vai ate o canto direito, onde ocorre à saída da assistência e ali conclui o cruzamento dos quadrantes do local onde se promove o ritual.
No mesmo tempo o segundo sub-diretor fez a segurança na parte dos fundos semelhante ao cruzamento do quadrante, do local principal, colocando seu ponto nas portas do fundo e na base do triangulo interno. Toda a magia da segurança em ordem, a cambona dá prosseguimento ao culto, cantando os pontos na ordem da polaridade da ação até a oposta, ou seja, pontos da linha de Ogum, Oxossi, Xangô Agôdo, Pretos Velhos, Xangô Cão, Iemanjá e Oxalá, com objetivo de que a linha de Ogum limpe e prepare o local para o ato e a vibração vai acalmando até a chamada de Oxalá, trazendo muita pás e luz para iniciar o assentamento do amaci.
- Pontos de Ogum
- Pontos de Inhansã
- Pontos de Oxossi
- Pontos de Jurema
- Pontos de Xangô Agôdo
- Pontos de Pretos Velhos
- Pontos de Oxum
- Pontos de Xangô Caô
- Pontos de Iemanjá
Enquanto era entoado o ponto, ou seja, cantado as rezas em louvor aos sete Orixás, a cambona, estava servindo as entidades que chegavam, oferecendo charuto, a pemba, e um a tabua de compensado quadrada, medindo aproximadamente 30 x 30 para riscarem seus pontos, que era colocada ao lado direito de cada entidade.
Terminada a invocação através dos pontos cantados, o Diretor solicita riscar com pemba um grande triangulo no chão, faz seu ponto riscado no apense do mesmo e pede aos outros dois dirigentes que façam seus pontos em cada canto do triangulo, logo em seguida pede que todas as entidades incorporadas façam também seus pontos dentro deste triangulo.
Solicita os aguidar que são distribuídos dentro do triangulo, sendo que dos dirigentes, é colocado em cada canto do triangulo, em cima dos seus pontos, e o aguidar da terreira é colocado no centro do mesmo. Todas as entidades incorporadas se aproximam do triangulo e a entidade dirigente, pede a permissão das sete linhas, dizendo: Em nome de Deus e nos poderes que nos são concedidos pela Lei de Umbanda, deitamos estes amaci nas sete vibrações dos nossos Orixás, para que lês possam receber as energias divinas, solicita a cambona para cantar três pontos de cada linha, acrescido dos pontos de Oxum e Iansã, enquanto todas as entidades vibram, imantando o trabalho colocado no chão.
No final a entidade dirigente, solicita que durante todo o tempo deve permanecer uma vela de sete dias e as lâmpadas do triangulo no altar que contem as sete cores acessas, e que ninguém pode entrar no templo até o dia de levantar, com exceção da cambona que deverá zelar para que os aguidar não sequem, adicionando a mesma água que foi confeccionada, solicitando também que não deve ser levantada à segurança, deixando tudo como esta.

A entidade dirigente solicita a cambona para cantar os pontos de subida, até ao final destes pontos, todos os médiuns incorporados devem desincorporar.
Pontos finais do ritual de caboclo
- Os caboclos já vão subindo,
Eles vão para suas moradas,
Os caboclos já vão subindo,
Eles vão para suas moradas,
Abençoa meu Pai
Proteção para sua banda
Abençoa meu Pai
Proteção para sua banda.

- O virgem Maria como é linda flor
Celeste harmonia, dulcíssimo amor.
Mandai a nossos lares, as Bênçãos de Deus.
Rainha dos mares da terra e do céu
Em risos encobrem, Maria os seus dons.
Tesouro dos pobres, riqueza dos bons.
Mandai a nossos lares, as Bênçãos de Deus.

- Santo Antonio, que é de ouro fino.
Arreia a bandeira, que vamos encerrar ( 3 X)

- Com a chave de São Pedro
Vamos encerrar nosso trabalho,
Com a chave de São Pedro
Vamos encerrar nosso trabalho,
Salve o povo de aruanda,
(padroeiro da casa) são os nossos protetores
Salve o povo de aruanda,
(padroeiro da casa) são os nossos protetores.


O diretor espiritual, pergunta a todos da corrente, como estão.
- E todos respondem muito bem na graça de Deus
- Que vocês sempre possam dizer que estão muitos bem e que Deus e as sete linhas de Umbanda permitam que melhor ainda possam ficar.
Somente incorporados a três entidades dirigentes, sendo as primeiras a incorporar na seguinte ordem, primeiro o diretor espiritual que esta no centro entre as duas, a segunda é a que ocupa o lado esquerdo do altar e,do lado direito a terceira, somente depois dessas entidades chegarem é que a corrente esta liberada para receber seus guias. Na subida se dá em ordem contraria, a primeira e a da direita para finalmente ser a do centro como a última, estes atos fazem parte do ritual da magia e é muito importante, porque como diretor é o responsável pelo trabalho, vem em primeiro com sua falange para preparar o ambiente, e no final seu povo examina e abençoam individualmente todos que estão na corrente.
Em nome de Deus e de Jesus, e dos espíritos santos, sarava a todos os Orixás, salve as sete linhas de Umbanda, salve os nossos patronos (nome do patrono), pedimos a proteção de nossos anjos de guarda, nossos guias espirituais, para encerrarmos mais uma sessão de amaci, que assim seja.

– Pai nosso que estais em toda parte, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no espaço e em todos os mundos habitados. Dai-nos hoje e sempre o pão do corpo e da alma. Perdoai, as nossas faltas, dai-nos o sublime sentimento de perdão a todos que nos ofenderam, não nos deixais sucumbir às tentações da matéria, nem dos maus espíritos. Enviai-nos um raio da vossa santa e divina luz. Que assim seja.

Os médiuns dirigentes, fala em um tom claro e pausado, Pai, agradecemos por mais esta oportunidade, agradecemos pela saúde e pela disponibilidade de poder estar trabalhando em teu santo e sagrado nome, permita pai que sempre possamos ser merecedor destas mesmas condições e de trabalhar em teu santo e sagrado nome e nas energias das sete forças de Umbanda e de toda a nossa corrente, e a apagarmos as velas e a luz do triangulo, agradecidos que somos vamos dizer salve todos os Orixás. A apagam as três velas, mantendo acessa a de Oxalá, a cambona começa a cantar o ponto para bater cabeça, de três em três médiuns deitam na frente do conga, batendo sua testa em cima dos três pontos dos dirigentes espirituais.
E veio lá de aruanda,
Veio cumprir sua missão,
E todos filhos de Umbanda,
Batem cabeça no chão,
E veio lá de aruanda,
Veio cumprir sua missão,
E todos filhos de Umbanda,
Pedem a sua proteção.
Após todos baterem suas cabeças, o médium oficiante, pega a vela do Oxalá, e escolhe alguém da corrente (aniversariante ou não) para fazer seus pedidos e apagar a vela no centro do triangulo, todos os médiuns rodeiam o escolhido colocando a mão direita sobre o ombro direito do médium da frente e este toca da mesma maneira no homenageado, ficando todos em contato e vibrando para que os pedidos possam ser alcançados, podendo ser em voz alta ou mentalmente, que no final da sua solicitação apaga a vela e é devolvida para o diretor que deposita no altar e todos se abraçam formando um grande circulo, cantam.
Nossa vida é um barquinho,
Que navega em alto mar,
Meu Piloto é Jesus e nossos guias,
São (patrono do templo).
E assim cada retornam ao vestiário, para trocar de roupa e retornar aos seus lares.


Levantamento do amaci – Utiliza-se a mesma liturgia de abertura e encerramento dos trabalhos, porém não são chamadas as entidades da corrente, após a incorporação das entidades dirigentes, são colocados três banquinhos para as mesmas sentarem. A cambona ordena que sejam trazidos primeiro os amaci dos iniciantes a médiuns, estes são defumados individualmente e se ajoelham na frente das entidades, com a cabeça levemente inclinada sobre seu aguidar. Nota-se que não é feita à segurança da terreira, pois esta, fora feita no trabalho anterior. A entidade oficiante colhe a água do aguidar e derrama sobre a cabeça do iniciante, dizendo: Pela magia e os poderes de Umbanda, na força das sete linhas, e em especial do teu guia chefe de cabeça assim como de seu Orixá, recebe este amaci, para o teu fortalecimento físico e espiritual, logo após retira as guias do aguidar e diz: Como recebe estas guias, também recebe todas as energias deste ritual e que estas guias que não é mais só matéria e são sim mais um ponto vibratório, mais um ponto de energia e mais um ponto de segurança, para que tenha sempre o equilíbrio a paz e a saúde para cumprir com esta missão. Enquanto derramava a água na cabeça do médium, a cambona canta:

Encruza Encruza
É Filho de Umbanda ( 3 X ).

Após o termino dos iniciados, chega à vez dos médiuns mais antigos, selecionados pela cambona na ordem vibratória dos orixás, assim começa pela linha de Ogum, onde são trazidos todos os aguidar que contem um ponto vermelho e de três em três se colocam ajoelhados perante as entidades dirigentes, recebendo o amaci na cabeça e suas guias, neste ato geralmente o médium incorpora com a sua entidade chefe de cabeça e assim sucessivamente linha por linha os médiuns vão fazendo suas obrigações. As entidades dirigentes procuram trabalhar sincronizada, de maneira que quando uma derrama a água do amaci na cabeça do médium, as outras repetem no mesmo tempo e a cambona canta:

Reforça reforça,
São filhos de Umbanda ( 3 X ).

Assim como inicia um ponto da linha do orixá cujo ritual se processa e finalmente a entidade dirigente, procede ao ritual para as duas entidades auxiliares, para que essas o fazam nele.

Ritual de Obrigação nas Matas – Este é um trabalho que requer uma organização material bastante cuidadosa em escolher uma mata que tenha uma clareira para formar a corrente e que também tenha uma cachoeira de água limpa, que não esteja poluída, pois a mesma será colocada na cabeça dos médiuns e cabe aos organizadores este cuidado para que a corrente mediúnica não venha padecer de qualquer contagio poluente, provocando muitas vezes doenças. Também é necessário que nesta mata tenha algumas pedras de tamanho, que se possa realizar as obrigações de Xangô, assim como de fácil acesso, principalmente para os médiuns de mais idade. Outro cuidado que deve ser observado é na contração da condução que ira transportar a corrente, utilizar somente veículos que estejam em perfeitas condições de trafego e devidamente legalizados. Torna-se necessário também a designação de tarefas nomeando cambono ou médium, para o cumprimento e responsabilidade das mesmas. Citamos algumas que achamos as principais:
Transporte e responsabilidade das Imagens, toda a imagem a ser levada para rituais externos, não devem ser acomodados com jornal e sim com pano branco, lembrando sempre que estas imagens não são materiais e sim energias, portanto um carinho e atenção, muito especial neste transporte.
Materiais de liturgia, o responsável por esta tarefa deverá elaborar uma lista com todos os materiais que serão, ou poderão, serem utilizados, obtendo aprovação da mesma pela entidade dirigente. Como exemplo citamos alguns: Defumador, carvão, incenso, álcool cruzado, perfume, charuto, cigarro de palha, fósforo, velas, cachaça, água potável, sineta, pemba tabua para riscar pontos, balde para colher água da cachoeira e etc.
Matérias de suporte ou acessórios ao ritual, esta é outra tarefa que não deve ser descuidada, tais como de levar e ordenar os banquinhos para os pretos velhos, as bandeiras, do grupo e as demais que a sociedade mantêm, caixa dos primeiros socorros, assim como outros adornos ou utensílios de segurança e conforto a corrente mediúnica.
Vigias e segurança material, o responsável por esta tarefa deve ter sensibilidade para reconhecer os perigos, montando sua equipe, a fim de evitar riscos, tais como, não permitir acender velas, que não seja o local determinado para este fim, evitar que as entidades possam levar seus médiuns a locais que possa ocorrer algum acidente, zelar pela mata, não permitindo que nada seja retirada da mesma, não permitir oferendas isoladas, para isto foi designado local para as mesmas, conservar e manter o local do ritual, para que no final dos trabalhos esteja igual quando começou, outras tarefas necessária para a completa segurança de todos que se encontrarem neste ritual.

Os médiuns se reúnem no templo, fardando-se de seus uniformes formam a corrente, na hora marcada os diretores acendem as três velas no altar e também é acesa as sete luzes das cores da sete linhas constantes no triangulo sobre o altar, o diretor explica a corrente o motivo do trabalho, esclarecendo que é uma obrigação de ritual da Umbanda e que serão visitados os três reinos, sendo de Oxossi, Xangô Agôdo e Oxum e que desses reinos nada deve ser retirado a não ser as energias para o completo fortalecimento da saúde física, mental e espiritual, faz uma breve saudação a Deus e aos sete orixás e em especial a Oxossi, pedindo a permissão para iniciar este ritual e se dirigir ao seu reino.A cambona canta os três pontos de cada dirigente e suas entidades chegam para fazer a segurança da terreira e para o deslocamento dos médiuns até as matas e de seu retorno. O diretor vai até ao cruzeiro, para saudar e pedir licença e segurança do povo da rua, para este deslocamento, oferecendo um copo de cachaça uma vela branca assim como um charuto.As três entidades incorporadas ficam em pé e em posição vibratória sobre os médiuns que de três em três batem cabeça no altar e se dirigem para a rua, enquanto isto a cambona continua a cantar pontos de Oxossi e Jurema.
Todos devidamente acomodados, na condução, o diretor pede que fique acesa uma vela de sete dias no altar, assim como as luzes do triangulo, até ao retorno, as três entidades desincorporam é fechado o templo, e se dirigem à mata.
Chegadas na mata, todos desembarcam, posicionando na entrada da mata. O diretor faz a saudação a Oxossi, Jurema, a todos os caboclos da mata, a Xangô Agôdo, e a Oxum, pede permissão para entrar e solicita a cambona para cantar o ponto de saudação.
Da licença povo da mata virgem,
Da licença que vamos trabalhar,
Com a proteção do nosso bom Jesus,
Com a proteção dos sete Orixás.
Salve Xangô, Lá na pedreira,
Salve Jurema, rainha das matas,
Salve cacique tupinanba,
Salve as forças do pai Oxalá.
Salve Oxossi! Salve Ogum!
Salve as cachoeiras da mamãe Oxum.

O diretor pede também que sejam cantados os pontos do Orixá desses reinos e assim cantando, adentram pela mata até ao local escolhido com antecedência, pontos que devem ser cantados durante a entrada na mata.

No local do ritual, os médiuns se agrupam e o diretor libera por quinze minutos para que os médiuns façam suas oferendas em lugar pré-determinados, enquanto que a cambona arruma o conga em cima de uma elevação do terreno, em baixo de uma arvore. Ao retorno dos médiuns é formada a corrente, sendo formado um triangulo, onde são colocados três médiuns que pertençam às linhas de Oxossi, Xangô Agôdo e Oxum, dando inicio a liturgia do trabalho.
A cambona defuma os diretores e a outra derrama em suas mãos álcool cruzado e perfume, assim o faz a todos os componentes da corrente. Tudo pronto, o diretor fala, Pai em tuas mãos entregamos nosso trabalho, e ao acendermos as velas do nosso altar sagrado vamos dizer Sarava a todos os Orixás, e em especial sarava Oxossi, sarava Xangô e sarava Oxum, salve a nossa querida Umbanda e salve todos irmãos, bate a campainha, e a cambona inicia o Hino da Umbanda e do Grupo.
A Cambona assume a administração do trabalho, iniciando o ritual como segue:
– Pai nosso que estais em toda parte, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no espaço e em todos os mundos habitados. Dai-nos hoje e sempre o pão do corpo e da alma. Perdoai as nossas faltas, dai-nos o sublime sentimento de perdão a todos que nos ofenderam, não nos deixais sucumbir às tentações da matéria, nem dos maus espíritos. Enviai-nos um raio da vossa santa e divina luz. Que assim seja.
- Saudação aos setes Orixás - Em nome de Deus e de Jesus e do Divino Espíritos Santos, sarava todos os Orixás. Salve as sete linhas de Umbanda. Salve nossos Patronos, pedimos a proteção de nossos anjos de guarda, nossos guias espirituais, para iniciar este trabalho de cruzamento e fortalecimento para os nossos médiuns. Que Assim seja.
- Prece dos Médiuns – O Deus de amor e misericórdia, dê a nós os médiuns a compreensão perfeita da santidade e da missão que nos foi confiada e da responsabilidade que nos cabe no desempenho dessas funções. Deus nosso pai, permite que sintamos fortemente a influência invisível e salutar dos nossos anjos de guarda a fim de que possamos mais facilmente extirpar dos nossos corações, de nossos pensamentos o sentimento de ódio, inveja, orgulho, vaidade e de todas as outras imperfeições que se acham imbuídas em nossos espíritos a fim de subirmos até vós. Bons espíritos, que pela misericórdia de Deus permanecei junto a nós, para o nosso consolo, dai-nos um grande amor pelas virtudes, inspirai-nos tudo o que é bom, afastai de nós os espíritos trevosos e maledicentes a fim de trilharmos com maior desembaraço o caminho sinuoso e cheio de tropeços que é nossa vida terrena.. Virgem mãe santíssima rogue a Deus pôr todos nós e pelos irmãos desencarnados que se acham na ignorância e nas trevas do sofrimento. Jesus bom e amado mestre permite que as falanges organizadas que trabalham na prática do bem possam nos dispensar bastante proteção para que os nossos trabalhos sejam coroados de êxitos. Salve a fé, a esperança, a caridade, a paz e o amor. Bendito e louvado seja Deus o divino Espírito santo o nosso senhor Jesus Cristo, salve São Miguel, São Gabriel e São Rafael, salve todas as falanges de aruanda de Umbanda e Quimbanda. Em nome de Deus pai, todo poderoso, São Miguel Arcanjo e de nossos anjos de guarda, estão abertos os nossos trabalhos. Que assim seja.
- Pontos Cantados É um hino, uma reza, em louvor para alguma entidade ou chamamento de alguma linha ou falange para um trabalho de proteção ou amparo. A palavra tem a força de desdobrar-se no éter, e pôr afinidade trazer as entidades até os terreiros, pela magia do ritmo, cujas vibrações estão em harmonia com os poderes invocados. A Cambona da continuidade ao ritual, entoando os pontos na seguinte ordem:
- Ponto de Santo Antonio Bará, para abertura dos Trabalhos
Santo Antonio que é de ouro fino,
Suspende a bandeira que vamos trabalhar (bis 3 vezes)
- Ponto de São Pedro
Com a chave de São Pedro, vamos abrir nossos trabalhos,
Com a chave de São Pedro, vamos abrir nossos trabalhos,
Salve o povo de aruanda, (patrono espiritual do templo)
São nossos protetores (bis).
- Chamada Geral dos Orixás
Salve Oxalá, que é rei dos orixás,
Salve Iemanjá, a mãe universal,
Abençoai os nossos trabalhos, dando-nos forças espirituais,
Abençoai os nossos trabalhos, dando-nos forças espirituais,
Hóquei, hóquei, hóquei, hóquei meus caboclos hóquei,
Hóquei, hóquei, hóquei, hóquei meus pretos velhos hóquei,
Salve Ogum! Salve Oxossi, salve Oxum salve Xangô.
Salve Ibegis e os pretos velhos, salve as falanges dos protetores,
Hóquei, hóquei, hóquei, hóquei meus caboclos hóquei.
Hóquei, hóquei, hóquei, hóquei meus pretos velhos hóquei,
- Ponto de Oxalá 2 vezes
Jesus e Maria, São João e São José,
São Pedro abriu o céu para aqueles que tem fé,
Ó São Miguel de arcanjo, pôr Deus quem sois quem és,
Rogai ao nosso Pai, para aumentar a nossa fé.
Rogai ao nosso Pai, para aumentar a nossa fé.

- Ponto de chamada das três entidades dirigentes, que ao chegarem, a corrente de médiuns retira o braço direito que estava com a mão sobre o coração, e as entidades dirigentes, fazem então seu ponto riscado, isto é um sinal simbólico e vibratório de uma entidade, com a sua assinatura astral privativas de cada entidade. Uma vez feito no chão com pemba branca, projeta-se no plano entérico e fixa a presença da entidade e sua qualificação. É também uma força que se desdobra no campo energético do terreiro e garante o apoio da falange a que pertence o Guia, além de acentuar o poder mágico de que esta revestida, para auxilio aos trabalhos a serem feitos, batem suas cabeças em cima do ponto, pedindo a permissão a Deus e os sete Orixás para realizar o trabalho, invocando a proteção para toda a corrente, cumprimentam-se entre si, batendo suavemente no peito com a mão direita e no antebraço do cumprimentado, repedindo com o braço esquerdo, ou se abraçam colocando a cabeça sobre o ombro direito do cumprimentado e depois sobre o esquerdo.
Após a incorporação das entidades dirigentes, incorpora também as três entidades dos médiuns que estavam em cada canto do triangulo, cumprimentando a direção, retornam a sua posição no triangulo, para segurar o trabalho, enquanto as entidades vão fazer o firmamento e a segurança sem o uso dos médiuns ou de qualquer gesto. Logo em seguida a entidade dirigente. Explica como vai ser os trabalhos, expondo, Como este ritual pertence aos três orixás, vamos proceder na seguinte ordem: a) primeiro os médiuns devem passar na cachoeira, ou receber a água da cachoeira na cabeça, para aqueles que não pode se molhar, por um dos dirigentes localizado no local do ritual, logo em seguida devera passar por uma das entidades do triangulo que estará posicionada junto a uma arvore , no casa de Oxossi e numa pedreira no caso de Xangô, logo depois deve retornar a formação da corrente, após os trabalhos de ritual de fortalecimento ao médium, iniciar os trabalhos com os pretos velhos, logo em seguida encerrar o ritual. Esclarecemos que neste ritual não deve ser atendida pessoa estranha a corrente, não havendo passes e muito menos consultas, pois é um trabalho realizado exclusivamente aos médiuns da corrente. São chamadas as sete linhas, através dos seguintes pontos:

- Pontos de Ogum
- Pontos de Inhansã
- Pontos de Oxossi
- Pontos de Jurema
- Pontos de Xangô Agôdo
- Pontos de Pretos Velhos
- Pontos de Oxum
- Pontos de Xangô Caô
- Pontos de Iemanjá
Logo após a chamada das sete linhas de Umbanda, diversos médiuns estão incorporados com sua entidades, o diretor convida a mãe Oxum, cujo médium estava no triangulo, e se dirigem à cachoeira, enquanto as outras duas entidades dirigentes, mandam os cambonos buscar água da cachoeira para realização do ritual, para os médiuns que optarem para a realização de seu ritual fora da cachoeira. Começa então o ritual, sendo convocados como os primeiros os médiuns de iniciação, que recebem a água na cabeça e é lavada sua guia na mesma água, enquanto a cambona canta.

Encruza Encruza
É Filho de Umbanda ( 3 X ).
Logo em seguida, após o termino dos iniciantes, começa o ritual para os médiuns já aprontados, como reforço ao ritual inicial, então a cambona canta:

Reforça, reforça.
É filho de Umbanda ( 3 X).
Após os médiuns receberem a água na cabeça se dirigem à entidade de Oxossi, que esta na base de uma grande arvore, e é solicitado pela entidade, que o mesmo abrace a arvore, invocando as vibrações de Oxossi, para que tenha sempre a saúde e o equilíbrio para continuar sua sagrada missão de médium, logo após se dirige à entidade de Xangô que esta ao lado de uma grande pedra, este solicita que o médium se ajoelha e encoste sua teste junto à pedra, invocando a vibração de Xangô agôdo, para o seu fortalecimento.
E por ultimo é feito o mesmo ritual para as entidades dirigentes. Concluída o cruzamento e o reforço, todos os médiuns, retornam para sua formação onde inicia os trabalhos de pretos velhos, como homenagem aos pretos na época que pertenciam ao plano terra, em cujos trabalhos eram realizados dentro das matas, escondido de seus colonizadores. A cambona então canta os pontos de pretos velhos.

A entidade dirigente solicita a cambona para cantar os pontos de subida, até ao final destes pontos, todos os médiuns incorporados devem desincorporar.
Pontos finais do ritual de caboclo
- Os caboclos já vão subindo,
Eles vão para suas moradas (bis)
Abençoa meu Pai
Proteção para sua banda (bis)

- O virgem Maria como é linda flor
Celeste harmonia, dulcíssimo amor.
Mandai a nossos lares, as Bênçãos de Deus.
Rainha dos mares da terra e do céu
Em risos encobrem, Maria os seus dons.
Tesouro dos pobres, riqueza dos bons.
Mandai a nossos lares, as Bênçãos de Deus.

- Santo Antonio, que é de ouro fino.
Arreia a bandeira, que vamos encerrar ( 3 X)

- Com a chave de São Pedro
Vamos encerrar nosso trabalho, (bis)
Salve o povo de aruanda,
(padroeiro da casa) são os nossos protetores (bis)

O diretor espiritual, pergunta a todos da corrente, como estão.
- E todos respondem muito bem na graça de Deus
- Que vocês sempre possam dizer que estão muitos bem e que Deus e as sete linhas de Umbanda permitam que melhor ainda possam ficar.
Somente incorporados a três entidades dirigentes, sendo as primeiras a incorporar na seguinte ordem, primeiro o diretor espiritual que esta no centro entre as duas, a segunda é a que ocupa o lado esquerdo do altar e,do lado direito a terceira, somente depois dessas entidades chegarem é que a corrente esta liberada para receber seus guias. Na subida se dá em ordem contraria, a primeira e a da direita para finalmente ser a do centro como a última, estes atos fazem parte do ritual da magia e é muito importante, porque como diretor é o responsável pelo trabalho, vem em primeiro com sua falange para preparar o ambiente, e no final seu povo examina e abençoa individualmente todos que estão na corrente.
Em nome de Deus e de Jesus, e dos espíritos santos, sarava a todos os Orixás, salve as sete linhas de Umbanda, salve os nossos patronos (nome do patrono), pedimos a proteção de nossos anjos de guarda, nossos guias espirituais, para encerrarmos mais uma sessão de cruzamento e reforço na mata, que assim seja.

– Pai nosso que estais em toda parte, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no espaço e em todos os mundos habitados. Dai-nos hoje e sempre o pão do corpo e da alma. Perdoai as nossas faltas, dai-nos o sublime sentimento de perdão a todos que nos ofenderam, não nos deixais sucumbir às tentações da matéria, nem dos maus espíritos. Enviai-nos um raio da vossa santa e divina luz. Que assim seja.

Os médiuns dirigentes, fala em um tom claro e pausado, Pai, agradecemos por mais esta oportunidade, agradecemos pela saúde e pela disponibilidade de poder estar trabalhando em teu santo e sagrado nome, permita pai que sempre possamos ser merecedor destas mesmas condições e de trabalhar em teu santo e sagrado nome e nas energias das sete forças de Umbanda e de toda a nossa corrente, e a apagarmos as velas, agradecidos que somos vamos dizer salve todos os Orixás, e em especial, obrigado a Oxossi, obrigado a Xangô, obrigado a Oxum. A apagam as três velas, mantendo acessa a de Oxalá, a cambona começa a cantar o ponto para bater cabeça, de três em três médiuns deitam na frente do conga, batendo sua testa em cima dos três pontos dos dirigentes espirituais.
E veio lá de aruanda,
Veio cumprir sua missão,
E todos filhos de Umbanda,
Batem cabeça no chão,
E veio lá de aruanda,
Veio cumprir sua missão,
E todos filhos de Umbanda,
Pedem a sua proteção.
Após todos baterem suas cabeças, o médium oficiante, pega a vela do Oxalá, e escolhe todos os filhos de Oxossi, Xangô e Oxum para fazer seus pedidos e apagar a vela no centro do triangulo, todos os médiuns rodeiam o escolhido colocando a mão direita sobre o ombro direito do médium da frente e este toca da mesma maneira no homenageado, ficando todos em contato e vibrando para que os pedidos possam ser alcançados, podendo ser em voz alta ou mentalmente, que no final da sua solicitação apaga a vela e é devolvida para o diretor que deposita no altar e todos se abraçam, formando um grande circulo cantam.
Nossa vida é um barquinho,
Que navega em alto mar,
Meu Piloto é Jesus e nossos guias,
São (patrono do templo).

E assim começa o preparo para o retorno ao templo. E quando lá chegam, formam novamente a corrente e o diretor agradece as Entidades pela segurança e pela proteção aos trabalhos, assim como a todos os médiuns, rezando o Pai Nosso, logo em seguida e dado como encerrado os trabalhos e apagado a vela, assim como as luzes que permaneceram acessas, durante todo o tempo do trabalho externo, A cambona levanta os pontos de segurança e cada médium bate sua cabeça no altar e se dirige ao vestuário para troca de roubas e assim retornar ao seu lar, com a obrigação concluída.

Ritual de Obrigação no Mar – Este é um trabalho que requer uma organização material bastante cuidadosa, assim como de grande responsabilidade. Deve ser escolhida uma praia que tenha estrutura, de banheiros e chuveiros. Outro cuidado que deve ser observado é na contração da condução que ira transportar a corrente, utilizar somente veículos que estejam em perfeitas condições de trafego e devidamente legalizados. Torna-se necessário também a designação de tarefas nomeando cambono ou médium, para o cumprimento e responsabilidade das mesmas. Citamos algumas que achamos as principais:
Transporte e responsabilidade das Imagens, toda a imagem a ser levada para rituais externos, não devem ser acomodados com jornal e sim com pano branco, lembrando sempre que estas imagens não são materiais e sim energias, portanto um carinho e atenção, muito especial neste transporte.
Materiais de liturgia, o responsável por esta tarefa deverá elaborar uma lista com todos os materiais que serão, ou poderão, serem utilizados, obtendo aprovação da mesma pela entidade dirigente. Como exemplo citamos alguns: Defumador, carvão, incenso, álcool cruzado, perfume, charuto, cigarro de palha, fósforo, velas, cachaça, água potável, sineta, pemba tabua para riscar pontos, balde para colher água do mar e etc.
Matérias de suporte ou acessórios ao ritual, esta é outra tarefa que não deve ser descuidada, tais como de levar e ordenar os banquinhos para os pretos velhos, as bandeiras, do grupo e as demais que a sociedade mantêm, caixa dos primeiros socorros, assim como outros adornos ou utensílios de segurança e conforto a corrente mediúnica.
Vigias e segurança material, o responsável por esta tarefa deve ter sensibilidade para reconhecer os perigos, montando sua equipe, a fim de evitar riscos, tais como, não permitir acender velas, que não seja o local determinado para este fim, evitar que as entidades possam levar seus médiuns a locais que possa ocorrer algum acidente, zelar pelo local do mar, não permitindo que nada seja retirada do mesmo, não permitir oferendas isoladas, para isto foi designado local e hora para as mesmas, conservar e manter o local do ritual, para que no final dos trabalhos esteja igual quando começou, outras tarefas necessária para a completa segurança de todos que se encontrarem neste ritual.

Os médiuns se reúnem no templo, fardando-se de seus uniformes formam a corrente, na hora marcada os diretores acendem as três velas no altar e também é acesa as sete luzes das cores da sete linhas constantes no triangulo sobre o altar, o diretor explica a corrente o motivo do trabalho, esclarecendo que é uma obrigação de ritual de Umbanda e que serão visitado o reino de Iemanjá, nada deve ser retirado a não ser as energias para o completo fortalecimento da saúde física, mental e espiritual, faz uma breve saudação a Deus e aos sete orixás e em especial a Iemanjá, pedindo a permissão para iniciar este ritual e se dirigir ao seu reino.A cambona canta os três pontos de cada dirigente e suas entidades chegam para fazer a segurança da terreira e para o deslocamento dos médiuns até ao mar e de seu retorno. O diretor vai até ao cruzeiro, para saudar e pedir licença e segurança do povo da rua, para este deslocamento, oferecendo um copo de cachaça uma vela branca assim como um charuto.As três entidades incorporadas ficam em pé e em posição vibratória sobre os médiuns que de três em três batem cabeça no altar e se dirigem para a rua, enquanto isto a cambona continua a cantar pontos de Iemanjá.
Todos devidamente acomodados, na condução, o diretor pede que fique acesa uma vela de sete dias no altar, assim como as luzes do triangulo, até ao retorno, as três entidades desincorporam é fechado o templo, e se dirigem à condução com destino ao mar.
Chegando na praia, todos desembarcam, posicionando na areia de frente ao mar. O diretor faz a saudação a Iemanjá e a todo povo da água, pede permissão para entrar no seu reino e solicita a cambona para cantar o ponto de saudação.
Da licença povo de Iemanjá,
Da licença que vamos trabalhar,
Com a proteção do nosso bom Jesus,
Com a proteção dos sete Orixás.
Salve Iemanjá, salve as sereias,
Salve os caboclos que estão na areia,
Salve Iemanjá, e vamos sarava,
Salve as forças do pai Oxalá.

O diretor pede também que sejam cantados os pontos do Orixá desse reino e assim cantando, se deslocam até ao local onde será armado o altar, escolhido e preparado com antecedência.
No local do ritual, os médiuns se agrupam, formando a corrente, enquanto que a cambona arruma o conga em cima de uma elevação do terreno, sendo formado um triangulo, onde são colocados três médiuns que pertençam à linha de Iemanjá, dando inicio a liturgia do trabalho.
A cambona defuma os diretores e a outra derrama em suas mãos álcool cruzado e perfume, assim o faz a todos os componentes da corrente. Tudo pronto, o diretor fala, Pai em tuas mãos entregamos nosso trabalho, e ao acendermos as velas do nosso altar sagrado vamos dizer Sarava a todos os Orixás, e em especial sarava a Iemanjá e toda a sua linha, salve a nossa querida Umbanda e salve todos irmãos, bate a campainha, e a cambona inicia o Hino da Umbanda e do Grupo.
A Cambona assume a administração do trabalho, iniciando o ritual como segue:
– Pai nosso que estais em toda parte, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no espaço e em todos os mundos habitados. Dai-nos hoje e sempre o pão do corpo e da alma. Perdoai as nossas faltas, dai-nos o sublime sentimento de perdão a todos que nos ofenderam, não nos deixais sucumbir às tentações da matéria, nem dos maus espíritos. Enviai-nos um raio da vossa santa e divina luz. Que assim seja.
- Saudação aos setes Orixás - Em nome de Deus e de Jesus e do Divino Espíritos Santos, sarava todos os Orixás. Salve as sete linhas de Umbanda. Salve nossos Patronos, pedimos a proteção de nossos anjos de guarda, nossos guias espirituais, para iniciar este trabalho de cruzamento e reforço no mar para os nossos médiuns. Que Assim seja.
- Prece dos Médiuns – O Deus de amor e misericórdia, dê a nós os médiuns a compreensão perfeita da santidade e da missão que nos foi confiada e da responsabilidade que nos cabe no desempenho dessas funções. Deus nosso pai, permite que sintamos fortemente a influência invisível e salutar dos nossos anjos de guarda a fim de que possamos mais facilmente extirpar dos nossos corações, de nossos pensamentos o sentimento de ódio, inveja, orgulho, vaidade e de todas as outras imperfeições que se acham imbuídas em nossos espíritos a fim de subirmos até vós. Bons espíritos, que pela misericórdia de Deus permanecei junto a nós, para o nosso consolo, dai-nos um grande amor pelas virtudes, inspirai-nos tudo o que é bom, afastai de nós os espíritos trevosos e maledicentes a fim de trilharmos com maior desembaraço o caminho sinuoso e cheio de tropeços que é nossa vida terrena.. Virgem mãe santíssima rogue a Deus pôr todos nós e pelos irmãos desencarnados que se acham na ignorância e nas trevas do sofrimento. Jesus bom e amado mestre permite que as falanges organizadas que trabalham na prática do bem possam nos dispensar bastante proteção para que os nossos trabalhos sejam coroados de êxitos. Salve a fé, a esperança, a caridade, a paz e o amor. Bendito e louvado seja Deus o divino Espírito santo o nosso senhor Jesus Cristo, salve São Miguel, São Gabriel e São Rafael, salve todas as falanges de aruanda de Umbanda e Quimbanda. Em nome de Deus pai, todo poderoso, São Miguel Arcanjo e de nossos anjos de guarda, estão abertos os nossos trabalhos. Que assim seja.
- Pontos Cantados É um hino, uma reza, em louvor para alguma entidade ou chamamento de alguma linha ou falange para um trabalho de proteção ou amparo. A palavra tem a força de desdobrar-se no éter, e pôr afinidade trazer as entidades até os terreiros, pela magia do ritmo, cujas vibrações estão em harmonia com os poderes invocados. A Cambona da continuidade ao ritual, entoando os pontos na seguinte ordem:
- Ponto de Santo Antonio Bará, para abertura dos Trabalhos
Santo Antonio que é de ouro fino,
Suspende a bandeira que vamos trabalhar (bis 3 vezes)
- Ponto de São Pedro
Com a chave de São Pedro, vamos abrir nossos trabalhos,
Com a chave de São Pedro, vamos abrir nossos trabalhos,
Salve o povo de aruanda, (patrono espiritual do templo)
São nossos protetores (bis).
- Chamada Geral dos Orixás
Salve Oxalá, que é rei dos orixás,
Salve Iemanjá, a mãe universal,
Abençoai os nossos trabalhos, dando-nos forças espirituais,
Abençoai os nossos trabalhos, dando-nos forças espirituais,
Hóquei, hóquei, hóquei, hóquei meus caboclos hóquei,
Hóquei, hóquei, hóquei, hóquei meus pretos velhos hóquei,
Salve Ogum! Salve Oxossi, salve Oxum salve Xangô.
Salve Ibegis e os pretos velhos, salve as falanges dos protetores,
Hóquei, hóquei, hóquei, hóquei meus caboclos hóquei.
Hóquei, hóquei, hóquei, hóquei meus pretos velhos hóquei,
- Ponto de Oxalá 2 vezes
Jesus e Maria, São João e São José,
São Pedro abriu o céu para aqueles que tem fé,
Ó São Miguel de arcanjo, pôr Deus quem sois quem és,
Rogai ao nosso Pai, para aumentar a nossa fé.
Rogai ao nosso Pai, para aumentar a nossa fé.

- Ponto de chamada das três entidades dirigentes, que ao chegarem, a corrente de médiuns retira o braço direito que estava com a mão sobre o coração, e as entidades dirigentes, fazem então seu ponto riscado, isto é um sinal simbólico e vibratório de uma entidade, com a sua assinatura astral privativas de cada entidade. Uma vez feito no chão com pemba branca, projeta-se no plano entérico e fixa a presença da entidade e sua qualificação. É também uma força que se desdobra no campo energético do terreiro e garante o apoio da falange a que pertence o Guia, além de acentuar o poder mágico de que esta revestida, para auxilio aos trabalhos a serem feitos, batem suas cabeças em cima do ponto, pedindo a permissão a Deus e os sete Orixás para realizar o trabalho, invocando a proteção para toda a corrente, cumprimentam-se entre si, batendo suavemente no peito com a mão direita e no antebraço do cumprimentado, repedindo com o braço esquerdo, ou se abraçam colocando a cabeça sobre o ombro direito do cumprimentado e depois sobre o esquerdo.
Após a incorporação das entidades dirigentes, incorpora também as três entidades dos médiuns que estavam em cada canto do triangulo, cumprimentando a direção, retornam a sua posição no triangulo, para segurar o trabalho, enquanto as entidades vão fazer o firmamento e a segurança sem o uso dos médiuns ou de qualquer gesto. Logo em seguida a entidade dirigente. Explica como vai ser os trabalhos, expondo, Como este ritual pertence à Iemanjá e ao seu povo, vamos proceder na seguinte ordem: a) primeiro os médiuns devem entrar no mar, ou receber a água do mesmo na cabeça, e em suas guias de segurança, para aqueles que não pode se molhar, por um dos dirigentes localizado no local do ritual, logo em seguida deveram passar pelo circulo de Iemanjá, formado por todas as entidades que pertencem à mesma linha de Iemanjá. Após todos receberem a água na cabeça e lavadas suas guias, formam a corrente para iniciar os trabalhos de pretos velhos.
Esclarecemos que neste ritual não deve ser atendida pessoa estranha a corrente, não havendo passes e muito menos consultas, pois é um trabalho realizado exclusivamente aos médiuns e as entidades da corrente. São chamadas as sete linhas, através dos seguintes pontos:

- Pontos de Ogum
- Pontos de Inhansã
- Pontos de Oxossi
- Pontos de Jurema
- Pontos de Xangô Agôdo
- Pontos de Pretos Velhos
- Pontos de Oxum
- Pontos de Xangô Caô
- Pontos de Iemanjá
Logo após a chamada das sete linhas de Umbanda, diversos médiuns estão incorporados com a sua entidade, o diretor convida uma mãe Iemanjá, cujo médium estava no triangulo, e se dirigem ao mar, com alguns cambonos designados para a segurança, nunca se deve entrar com água acima dos joelhos, pois na corrente temos médiuns de estatura baixa assim como pessoas mais idosas que tem dificuldades de se manter em pé dentro do movimento causado pelo mar. Enquanto as outras duas entidades dirigentes mandam os cambonos buscar água do mar para realização do ritual na praia, para os médiuns que optarem para a realização de seu ritual fora do mar. Começa então o ritual, sendo convocados como os primeiros os médiuns de iniciação, que recebem a água na cabeça e é lavada sua guia na mesma água, enquanto a cambona canta.

Encruza Encruza
É Filho de Umbanda ( 3 X ).

Logo em seguida, após o termino dos iniciantes, começa o ritual para os médiuns já aprontados, como reforço ao ritual inicial, então a cambona canta:

Reforça, reforça.
É filho de Umbanda ( 3 X).

Após os médiuns receberem a água na cabeça se dirigem ao circulo de Iemanjá para receberem as suas vibrações.
E por ultimo é feito o mesmo ritual para as entidades dirigentes. Concluída o cruzamento e o reforço, todos os médiuns, retornam para sua formação onde inicia os trabalhos de pretos velhos, como homenagem aos pretos na época que pertenciam ao plano terra, em cujos trabalhos eram realizados na praia, escondido de seus colonizadores. A cambona então canta os pontos de pretos velhos.
A entidade dirigente solicita a cambona para cantar os pontos de subida, até ao final destes pontos, todos os médiuns incorporados devem desincorporar.
- Ponto de subida para pretos velhos..
- Santo Antonio
O diretor espiritual pergunta, a todos da corrente, como estão.
- E todos respondem muito bem na graça de Deus
Em nome de Deus e de Jesus, e dos espíritos santos, sarava a todos os Orixás, salve as sete linhas de Umbanda, salve os nossos patronos (nome do patrono), pedimos a proteção de nossos anjos de guarda, nossos guias espirituais, para encerrarmos mais uma sessão de cruzamento e reforço no mar, que assim seja.

– Pai nosso que estais em toda parte, santificado seja o vosso nome, venha a nós o vosso reino, seja feita a vossa vontade, assim na terra como no espaço e em todos os mundos habitados. Dai-nos hoje e sempre o pão do corpo e da alma. Perdoai as nossas faltas, dai-nos o sublime sentimento de perdão a todos que nos ofenderam, não nos deixais sucumbir às tentações da matéria, nem dos maus espíritos. Enviai-nos um raio da vossa santa e divina luz. Que assim seja.

Os médiuns dirigentes, fala em um tom claro e pausado, Pai, agradecemos por mais esta oportunidade, agradecemos pela saúde e pela disponibilidade de poder estar trabalhando em teu santo e sagrado nome, permita pai que sempre possamos ser merecedor destas mesmas condições e de trabalhar em teu santo e sagrado nome e nas energias das sete forças de Umbanda e de toda a nossa corrente, e a apagarmos as velas, agradecidos que somos vamos dizer salve todos os Orixás, e em especial, obrigado a Iemanjá, Obrigado a todo o povo de Iemanjá. Apagam as três velas, mantendo acessa a de Oxalá, a cambona começa a cantar o ponto para bater cabeça, de três em três médiuns deitam na frente do conga, batendo sua testa em cima dos pontos dos dirigentes espirituais.
E veio lá de aruanda,
Veio cumprir sua missão,
E todos filhos de Umbanda,
Batem cabeça no chão,
E veio lá de aruanda,
Veio cumprir sua missão,
E todos filhos de Umbanda,
Pedem a sua proteção.
Após todos baterem suas cabeças, o médium oficiante, pega a vela do Oxalá, e escolhe todos os filhos Iemanjá para fazer seus pedidos e apagar a vela no centro do triangulo, todos os médiuns rodeiam o escolhido colocando a mão direita sobre o ombro direito do médium da frente e este toca da mesma maneira no homenageado, ficando todos em contato e vibrando para que os pedidos possam ser alcançados, podendo ser em voz alta ou mentalmente, que no final da sua solicitação apaga a vela e é devolvida para o diretor que deposita no altar e todos se abraçam formando um grande circulo cantam.
Nossa vida é um barquinho,
Que navega em alto mar,
Meu Piloto é Jesus e nossos guias,
São (patrono do templo).
E assim começa o preparo para o retorno ao templo. E quando lá chegarem, formam novamente a corrente e o diretor agradece as Entidades pela segurança e pela proteção aos trabalhos, assim como a todos os médiuns, rezando o Pai Nosso, logo em seguida e dado como encerrado os trabalhos e apagado a vela, assim como as luzes que permaneceram acessas, durante todo o tempo do trabalho externo, A cambona levanta os pontos de segurança e cada médium bate sua cabeça no altar e se dirige ao vestuário para troca de roubas e assim retornar ao seu lar, com a obrigação concluída.

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